domingo, 13 de março de 2011

Espaço aberto literatura

Este espaço é dedicado a todos que amam a literatura. Que gostem de escrever ou simplesmente curtir a leitura. Escrevi alguns textos antigos e outros que escrevi recentemente.

Se você também gosta de escrever não deixe de compartilhar conosco. Este é um espaço democrático.

Estou fazendo um trabalho de reunir poesias que retratem lembranças especiais da infância, tais como: rede, pipa, vagalume, dormideira e etc...

Você também pode deixar textos de poetas conhecidos. Não deixem de citar a fonte.

9 comentários:

Ana Cláudia Pinto on 13 de março de 2011 às 03:34 disse...

Ilusão

Nestes dias posso ser
tudo que bem pretender
fada, princesa, bailarina
basta acionar mina imaginação

Se der na telha
virar um pirata sabichão
ou um palhaço bonachão e
decretar que por milagre a tristeza não tem vez
distribuir gargalhadas aos que choram e
acreditar que tudo pode ser transformar
em um lugar belo
onde a maldade foi decretada suspensa
mas como tudo que é bom tem um fim
quarta-feira de cinzas me desperta da ilusão
do mudo que só existe na minha imaginação

Fev/2011 (texto produzido para aula da Ninfa)

Ana Cláudia Pinto on 13 de março de 2011 às 03:50 disse...

Ou isto ou aquilo

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa estar
ao mesmo tempo nos dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo, ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinque, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Cecilia Meirelles

Ana Cláudia Pinto on 14 de março de 2011 às 06:33 disse...

Escada do tempo

Escada do tempo
Escada da vida
Uns dias no alto
Outros em baixo
Lá longe avisto
a infância querida
que só existe...
bem dentro de mim.

Ana Cláudia Pinto on 14 de março de 2011 às 06:34 disse...

A rede

balança para cá e para lá
leva para bem longe os pensamentos
que insistem em ficar remoendo
as lembranças de um tempo que não existe mais...

balança para cá e para lá
traga tudo de bom
que um dia esqueci de praticar
resgate a inocência, pureza e beleza
tudo que vale a pena lembrar...

balança para cá e para lá
mas não se esqueça
de sentir a presença
do aconchego do sol e do ar....

Fev/2011

Ana Cláudia Pinto on 14 de março de 2011 às 06:34 disse...

Pipa

Lá no alto
voando solitária
sentindo a brisa
e o corpo leve no ar
o único pensamento
é onde o vento irá me levar

Vai pipa, voa longe!
Voa até onde a linha te levar
Não deixe que nada te impeça
da felicidade encontrar.

Ana Cláudia Pinto on 14 de março de 2011 às 06:35 disse...

Cigarra

som da infância
tardes ensolaradas
calor que consola
sonhos inocentes

Canta até cansar
até surgir uma nova vida
um novo começo se abrirá
novo canto entoará

outras tardes de verão
novas crianças ouvirão
o som da cigarra
sempre alegra o coração.

Ana Cláudia Pinto on 14 de março de 2011 às 06:35 disse...

Dormideira

Quem nunca ouviu falar?
De uma tal de dormideira?
Que para dormir e só cantar:
– dorme, dorme, dormideira
– para acordar segunda-feira
e esta imediatamente no sono cairá

Depois de tanto tempo...
uma coisa
tenho que confessar
que não resisto a uma dormideira
e sempre me ponho a cantar...

“ dorme, dorme, dormideira
para acordar segunda-feira”

Ana Cláudia Pinto on 14 de março de 2011 às 06:35 disse...

Vagalume

pisca, pisca no escuro
sua luz eu vou seguir
seu caminho ilumina
meus sonhos de ninar

pisca, pisca no escuro
me ajude a encontrar
o que mais eu procuro
o que não consigo achar...

Fev/2011

Ana Cláudia Pinto on 16 de março de 2011 às 05:49 disse...

Carnaval

Nestes dias posso ser
tudo que bem pretender
fada, princesa, bailarina
basta imaginação...

Se der na telha
virar um pirata sabichão
palhaço bonachão
decretar que por milagre
tristeza não tem vez
distribuir gargalhadas aos que choram
acreditar que tudo pode ser transformar
em um lugar belo
onde a maldade foi suspensa
tudo que é bom tem um fim
quarta-feira de cinzas me desperta da ilusão
do mudo que só existe na imaginação...
Texto após as correçoes da Ninfa

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